
O ciberjornalismo é uma linguagem relativamente recente e em processo de afirmação e, como tal é bastante susceptível e vulnerável a mudanças e inovações criativas. No ciberjornalismo a Internet constitui-se como o meio para investigar, produzir e, sobretudo, divulgar conteúdos jornalísticos. Não tem limites de espaço, facilita o processo de arquivamento e de documentação dos vários ficheiros e programas.
Mas o ciberjornalismo apresenta como argumento mais forte e credível, o facto de a informação ser continuamente actualizada, combinando diferentes meios, disponibilizados em texto, vídeo, selecção de imagens, ou em texto aliado ao som.
Apesar desta vertente extremamente positivista, o ciberjornalismo encontra-se ainda perante muitas dúvidas e incertezas quanto ao seu presente e sobretudo quanto ao seu futuro. Será pois prematuro pensar que já se sabe tudo acerca desta nova modalidade jornalística.
No entanto, sabemos já enunciar os seus pontos menos fortes, como o congestionamento de informação e o facto de a lógica dos links poder afastar os leitores se não for bem usada. Pode contribuir igualmente para o aumento das desigualdades sociais, na medida em que o jornalismo digital não está acessível à maioria das pessoas. Neste sentido, esta última fragilidade constitui sem dúvida um dos principais paradoxos do ciberjornalismo, numa sociedade de informação.
Ainda à relativamente pouco anos, as pessoas compravam o matutino para se informarem, enquanto que neste novo milénio, as pessoas têm a informação disponível ao ligar de um televisor, na Internet ou no seu telemóvel. Polémico ou não, é certo que o futuro tecnológico fascina uns, assustando outros. E, na área do jornalismo, em profunda transformação, a mudança é notável.
É pois importante não esquecer que a Internet é, e provavelmente será o futuro, e quem sabe se esse mesmo futuro não passará por nós, de forma a proporcionar-nos perspectivas de emprego e de satisfação profissional. É pois necessário e de todo importante não perder este “comboio” de inovações tecnológicas, já que estas podem de facto ser o nosso passaporte para o mercado de trabalho.
1 comentário:
A reportagem está bastante informativa e mostra que compreenderam bem o que falamos em sala de aula. No entanto, o texto não está ciberjornalístico. Poderiam ter usado algumas das ferramentas que aprenderam. Mas estão num bom caminho.
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